O vereador Valmir Tasca (DEM) entregou durante a sessão desta quarta-feira, da Câmara Municipal de Pato Branco, Moção de Aplauso de sua autoria e subscrita por todos os demais vereadores ao aluno da escola Lions Clube, Giovani Vaz Costa, pela sua primeira obra literária, intitulada Lá vem bomba. O pequeno escritor tem apenas oito anos e demonstrou desde muito cedo o interesse pela leitura.
O deputado Alceni Guerra juntamente com os parlamentares da Bancada Federal do Paraná e com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, firmaram um acordo que vai destinar R$ 17.506.108,00 em convênios individuais para as cidades de Pato Branco, Curitiba e Londrina. Os recursos fazem parte da emenda 71170012, que prevê apoio aos projetos de parques tecnológicos dos municípios paranaenses.
Do valor total, R$ 7.002.443,20 serão destinados a Curitiba; R$ 7.002.443,20 para Pato Branco e R$ 3.501,221,60 para Londrina. Ainda na reunião foi decidido que os recursos serão transferidos das prefeituras para as entidades beneficiadas.
No encontro, quarta-feira (24), no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o deputado Alceni Guerra (DEM) participou acompanhado do secretário de Desenvolvimento de Pato Branco, Júlio Lattmann e do presidente da Pato Branco Tecnópole, Itamir Viola. Participaram também do encontro o coordenador da Bancada Federal do Paraná, Alex Canziani (PTB); o deputado Eduardo Sciarra (DEM); o deputado Ratinho Júnior (PSC); eo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota.
O ministro Sergio Rezende disse que, nos últimos anos, o repasse de recursos federais para os projetos estaduais de ciência e tecnologia teve grande avanço. Ele aprova a proposta da Bancada do Paraná desde que a transferência dos benefícios não seja atrasada. “Estou de acordo, mas as prefeituras não podem ter dificuldades e as entidades envolvidas precisam receber rapidamente os benefícios”, disse.
Para o deputado Alceni Guerra, o município de Pato Branco mudou sua história com a criação do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e do Parque Tecnológico. “O Parque Tecnológico industrializou o município e o transformou na cidade mais desenvolvida tecnologicamente do País”, disse Alceni. Segundo o deputado os recursos, que servirão para compras de equipamentos eletro-eletrônicos, irão atrair novas empresas para Pato Branco “e novamente dará um salto em seu desenvolvimento, como aconteceu no período de 1997-2000, quando foi criado o Parque Tecnológico e o Cetis”, conclui Alceni.
O Vereador Valmir Tasca, foi reeleito presidente da Associação dos Militares Estaduais do Sudoeste do Paraná (Amesp). A assembléia aconteceu na sede da entidade e reuniu dezenas de associados, na sexta-feira à noite.
Nunca houve epidemia tão grave no Brasil quanto a de crack, avaliou o deputado Alceni Guerra (DEM-PR). De acordo com ele, o número de dependentes dessa droga, quase todos jovens, já passa de 1 milhão. Se não forem tratados, disse o deputado, que é médico, esses jovens estão condenados à morte. “Desse milhão, quantos vão morrer? Todos. Os que não morrerem, estarão inutilizados pelo uso continuado da droga. Não existe nenhuma guerra ou epidemia dessa magnitude”, sustentou.
Alceni Guerra lembrou que o craque é uma “mistura de cocaína com substâncias altamente tóxicas”. Para agravar a situação, informou, a droga é barata. Segundo ele, R$ 5 é o máximo que se paga por uma dose. O deputado esclareceu que, em seis segundos, o craque atinge o cérebro, enquanto a cocaína pura leva de 10 a 12 minutos. “Essa droga provoca a maior euforia que um ser humano pode ter, o que gera a chamada fissura”, acrescentou.
Cérebro destruído - A duração do efeito do psicotrópico, no entanto, é rápida. Guerra explica que entre 10 e 12 minutos, a euforia diminui rapidamente, o que leva o dependente a desejar outra dose. “O cérebro é destruído a cada uso. As conexões neuronais desaparecem a cada dose”, afirmou. Com a exposição continuada ao craque, o deputado ressalta que o usuário “morre por pneumonia, psicose, tuberculose ou pela violência que ele atrai”. Mesmo com a magnitude do problema, segundo Alceni Guerra, o Brasil não faz tratamento e reabilitação. De todos os países em desenvolvimento e desenvolvidos, afirmou, o País tem a pior infraestrutura de tratamento. Em sua opinião, o Ministério da Saúde comete um erro ao oferecer tratamento ambulatorial a dependentes. “Craque não se trata em ambulatório, a criança fica algumas horas, sai, e o traficante passa a ser o psicólogo de novo”, disse.
Internação - Para o parlamentar, a única solução para o caso é a internação. “Temos que admitir a necessidade de isolamento e internação para buscar a cura. Na Fazenda da Esperança [comunidades terapêuticas que abrigam jovens dependentes químicos], a recuperação leva um ano, e nos três primeiros meses é proibida visita”, exemplificou.
Alceni Guerra defendeu ainda que a família do dependente químico também precisa ser tratada. Nesse caso, segundo ele, o atendimento pode ser ambulatorial. “É preciso superar o sentimento de culpa da criança. Sem isso, ela não readquire a autoestima e não volta a ter vida normal”, considerou.